Relato do meu parto normal

Em 01 de outubro de 2018

Na noite do dia 12 de setembro, com 37 semanas e 5 dias, resolvi ir deitar umas 22:00 para descansar o corpo depois de um dia normal. Rhodrigo veio pra cama também e começamos a conversar sobre coisas aleatórias e de repente começamos falar sobre parto. Comecei explicar para ele como funciona quando uma bolsa estoura, falamos sobre puerpério, do quanto foi difícil pra mim no pós parto do Davi e quanto eu precisaria dele comigo. Foi um bate papo lindo, preparado por Deus para o que estava por vir.

Lá pelas 23:00 no meio da nossa conversa escutamos um estalo, um barulho dentro de mim, perguntei se ele tinha ouvido e ele ainda brincou que era a bolsa que tinha estourado, como estava deitada não percebi nada e continuamos conversando.

Fui levantar e percebi que começou escorrer um líquido na cama, não acreditei, parecia pegadinha. Como poderia estar realmente acontecendo aquilo?

Comecei ficar nervosa, ria e falava sem parar. Mandei mensagem para minhas doulas, contei do acontecido e logo a Josi me ligou, era ela que iria me acompanhar. Ela pediu para eu tomar um chá de canela bem forte, colocar um absorvente e ir controlando as contrações.

Minha ficha começou a cair que o meu grande momento estava chegando, Rhodrigo me acalmou e me chamou para fazermos uma oração e pedir a proteção de Deus para aquele momento.

Fui deitar e tentei marcar as contrações pelo aplicativo. Não estava conseguindo controlar muito bem pois não estava sentindo dor, consegui ficar na cama até 01:30 mais ou menos.

Aos poucos a dor foi aumentando, foi ficando mais fácil monitorar as contrações e ainda estavam irregulares.⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Resolvi ir pro chuveiro, acordei o Rhodrigo e pedi pra ele colocar uma cadeira no banheiro pra mim. Ali fiquei um bom tempo com a água quente batendo nas costas, falei pro Rhodrigo que ele poderia ir descansar porque não sabíamos quanto tempo a mais duraria meu trabalho de parto.

Umas 02:30 cansei de ficar no chuveiro, fui pro quarto e pedi pro Rhodrigo colocar uma cadeira na beira cama, a dor já estava intensa, porém suportável, veio uma grande vontade de vomitar, Rhodrigo correu pra pegar um balde e ali eu coloquei tudo pra fora.

Fui tentar dormir porque já estava cansada, deitei na cama de lado e só acordava quando vinha a dor, gritava no quarto com cada contração. A dor era diferente, bem dolorida, Rhodrigo que monitorava as contrações e as vezes eu olhava o celular e ficava mal achando que não tinha ficado regular as contrações ainda.

Umas 04:00 resolvi voltar pro chuveiro, a dor já estava acabando comigo, a cada contração muito grito e um gemido de choro no final. Eu estava com medo. Eu estava com medo de tudo se repetir e chegar no hospital sem dilatação nenhuma.

Deste momento pra frente eu me lembro de pouca coisa, Rhodrigo é quem conversava com a Josi pelo telefone e ia informando para ela como eu estava. Acredito que eu já estava na “partolândia” pois quando me dei conta já estava amanhecendo. Neste período que já não estava mais em mim pedi pro Rhodrigo levar o Davi para casa da minha mãe, que mora ao lado, pois ele poderia acordar com meus gritos e ficar assustado.

Mais ou menos umas 07:00 da manhã a Josi chegou, eu já tinha desligado o chuveiro, com uma toalha nas costas, escorada na pia. Eu não queria mais nada, nem sabia qual posição ficar, quase não tinha intervalo entre uma contração e outra e eu mal tinha tempo de relaxar.

Resolvi voltar para beirada da cama e um pouco antes da Josi chegar eu tinha percebido que a dor tinha mudado, eu comecei sentir uma imensa vontade de fazer força, vontade de fazer o número 2. Mas aí eu pensava “não é possível que eu já esteja na fase expulsiva, devo estar enganada”.

Bom, não estava, cada vez sentia mais força na parte de baixo e avisei a Josi que estava com medo do Antonio nascer ali. Ela falou pra eu me tocar e ver se eu sentia algo. Senti algo duro, mas não sabia bem o que estava sentindo e estava saindo bastante sangue.

Ela pediu pro Rhodrigo providenciar algo pra eu comer e ele veio com um lindo café da manhã, mas eu não conseguia nem abrir o olho quem dirá comer. Neste momento a Gisa chegou para fazer as fotos e eu comecei apavorar pra gente ir logo pro hospital.

Rhodrigo foi pegar as coisas pra colocar no carro, banhar e tudo isso parecia uma eternidade e enquanto isso a Josi com todo carinho fez uma linda trança em mim. Umas 08:00 finalmente fomos para o hospital. Ao chegar lá na frente não conseguia descer do carro, não conseguia andar. Fui com muito sacrifício para a recepção da Santa Casa e fiquei em pé encostada no balcão esperando dar entrada. Neste momento veio uma contração e eu por instinto disse “estou sentindo ele no meio das minhas pernas”. A Gisa correu e providenciou pra eu entrar numa sala da recepção que tinha uma enfermeira, me fizeram deitar para fazer o toque e eu mal abri as pernas a enfermeira gritou “corre que está nascendo”.

Jesus eu não sabia o que pensar, como assim eu já estava com dilatação total e pronta pra receber meu filho? Woww que emoção!!! Vieram correndo com a maca pra me levarem pro CPN (centro de parto normal) e cadê o meu marido? Tinha ido tirar o carro da rampa de emergência e lá estava eu, prestes a parir sem meu marido a lado, só pensava “Meus Deus não deixa nascer no corredor, deixa eu chegar no quarto”.

Logo que cheguei no quarto já comecei fazer força pro Antonio nascer, Rhodrigo chegou logo atrás e a sala já estava com toda equipe de enfermagem pronta pra trazer meu filho ao mundo.

Comecei fazer força e lá já estava meu grande amor coroando. Coloquei a mão e já estava ali a cabecinha do meu pequeno, Rhodrigo veio para o meu lado segurar a minha mão e a cada palavra de força que ele dizia em meu ouvido vinha mais uma contração e mais força eu fazia. Disse que estava com medo de não conseguir e todo mundo me encorajava dizendo que eu estava indo muito bem. E às 08:47 EU PARI! (Eu que antigamente achava feio este verbo “parir”, hoje bato no peito e digo com grande orgulho). Meu Deus que sensação incrível. No meio de tudo que eu estava vivendo sem acreditar que era real meu filho estava ali, nos meus braços, do jeito que eu sempre sonhei e idealizei.

Com um chorinho manso e calmo, meu filho nasceu. De um lindo parto normal, humanizado, sem nenhum toque, rápido e perfeito. Gratidão ao meu marido por todo companheirismo e paciência, as minhas doulas Daiane e Josi por todo suporte durante toda gestação, em especial a Josi que me acompanhou durante o trabalho de parto e me ajudou tanto. A Gislaine por ser mais que uma fotógrafa e trazer sentimentos através de imagens. E a Enfermeira Técnica Marcia e sua equipe que respeitaram tanto meu momento e fez tudo ser tranquilo e natural.

Acreditem em vocês, no seu potencial. Não importa a forma que seu filho vai vir ao mundo, o importante é você ter o conhecimento, ter a certeza do que quer e não deixar ninguém te iludir ou te enganar. Foi Deus que nos deu a graça de parir, parto normal não pode ser um “se der”, tem que ser um “eu posso, eu consigo”.

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Meu VBAC (parto normal após uma cesária)

Em 01 de outubro de 2018

Quando era mais nova nunca havia passado pela minha cabeça a possibilidade de ter um parto normal, sempre pensei “pra que sentir dor se existe a cesária?”. Foi no nascimento da minha afilhada Maysa que mudei este pensamento, quando fui visitar minha tia no hospital e todo mundo pegava minha afilhada no colo, menos a mãe dela que estava na cama sem poder se mexer.

Aquilo me tocou e decidi “quando tiver meu filho será de parto normal”.

4 anos depois fiquei grávida do meu primeiro amor, depois de mais de um ano tentando engravidar, estava me preparando para ter meu parto normal. Procurei uma médica que me apoiava nesta decisão e até procurei uma doula aqui da cidade, mas não encontrei. “Achei” que tinha informações suficientes e teria meu filho pelo plantão do meu plano de saúde.

Dia 06/12/2016 entrei em trabalho de parto, as dores aumentavam aos poucos, meia noite do dia 07 mandei como estavam as contrações para a médica, já vinha em média de 4 a 5 minutos, mas não regulava. Ela falou para eu ir para o hospital pois já poderia estar entrando em trabalho de parto. Chegando lá o médico fez o toque e eu estava com 1cm de dilatação e constatou que o batimento do Davi estava caindo a cada contração. Me deram glicose e o batimento dele voltou ao normal, me mandaram ir pra casa e voltar quando eu sentisse que já havia evoluído.

Voltei pela manhã, às 07:00 e lá estava novamente com 1cm de dilatação e o batimento do Davi continuava caindo. O médico plantonista disse que teríamos que fazer uma cesária pois o meu filho poderia entrar em sofrimento fetal já que o batimento estava caindo e eu não tinha dilatado nada. Ali eu estava, chorando sem ter me preparado para um parto cesáreo, minha médica não me atendeu mais para eu saber se estava sendo enganada ou não. Não tive escolha, Davi veio ao mundo com uma mãe cheia de medo, anestesiada, que só tirou uma foto rapidamente com ele próximo ao meu rosto e pouco toque. Mesmo tendo uma recuperação boa, uma coisa eu tinha certeza, ainda vou ter um parto normal.

Quando descobri que estava grávida do Antonio chorei muito, pensava: tive um filho tão próximo ao outro (1 ano e 9 meses de diferença) não vão me deixar ter o parto normal de novo.

Fui em outra médica que era a favor de parto normal e ela me acalmou, dizendo que eu poderia sim ter um parto normal. Assim que compartilhei no Instagram meu desejo pelo PN, uma seguidora veio me contar que havia na cidade uma grupo chamado “Roda Gestar e Nascer” que ajudavam outras mulheres se empoderar e conquistar o parto normal e foi ai que me fortaleci ainda mais.

Através do grupo tive todas informações que precisava para conseguir realizar meu sonho, decidi que meu parto seria através do SUS que mudou muito nos últimos anos e tem toda estrutura para um parto humanizado. Foi no grupo que encontrei minhas doulas também, eu tinha certeza que se eu tivesse uma doula me acompanhando durante o parto não passaria pelo o que passei novamente.

E durante toda gestação elas me falavam, que cada parto é de um jeito, que eu precisava esquecer tudo o que vivi no parto do Davi e que seria tudo diferente. E sim, foi totalmente diferente.

O mesmo tempo que fiquei em trabalho de parto do Davi com 1cm de dilatação, foi o tempo que o Antonio veio ao mundo ❤️

Em breve posto o relato do parto do Antonio pra vocês ❣️

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Chá de bençãos do Antonio

Em 03 de setembro de 2018

Você já ouviu falar do chá de bençãos?

Bom, há uns meses atrás eu nem sabia que existia e foi através do grupo de apoio ao parto humanizado Roda Gestar e Nascer daqui de Rondonópolis que descobri. Vi fotos lindas que minhas doulas Daiane e Josi estavam realizando e resolvi buscar informações.

O chá de bençãos é o momento feito para mãe, próximo ao fim da gestação, um momento relaxante e intimo. Uma celebração que busca trazer mais confiança e segurança para a gestante nesta reta final.

Após entender melhor, resolvi que não faria o chá de bebê tradicional e faria somente o de bençãos. Eu sabia que seria especial, mas não imaginei que iria me trazer tanta alegria e encorajamento. Chamei somente pessoas próximas, que estão no meu dia-a-dia, que entendem minha decisão pelo parto normal e acima de tudo querem a felicidade da minha família.  Um chá tão cheio de energia e amor. 

Minhas doulas que realizaram o ritual, me tranquilizaram e como desde o começo da gestação, usaram palavras de força e empoderamento para que eu tenha um parto tranquilo, sem ansiedade, com confiança e coragem.

Só vivenciando este momento pra sentir toda essa emoção. É lindo, maravilhoso, valeu cada momento. Gratidão à minha família, amigas, minhas doulas, todos que se dedicaram para trazer mais alegria ao coração desta mamãe.

Postei mais fotos no stories do Instagram @andycordeiro e irei deixar salvo nos destaques.

Super beijos!

 

 

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Aniversário 1 ano do Davi

Em 18 de junho de 2018

Oiiee gente!

Quanto tempo não faço um post, já nem sei direito como começar! Resolvi voltar atualizá-lo, pois tenho um carinho muito especial por este cantinho aqui.

Assim como no meu Instagram, agora com o tema mais voltado para maternidade, vou postar mais assuntos assim aqui também. Quero mostrar mais detalhes da festa do Davi aqui para vocês, coisa que não consigo fazer no Instagram. E além de mostrar minhas experiências, vou compartilhar festinhas que estão rolando na cidade por aqui também. Então para as mamães que querem referências de fornecedores, será ótimo para vocês terem mais detalhes.

Vamos as fotos no b-day do Davi de 1 aninho! <3

 

Lista de fornecedores:

Decoração: Bola Cheia

Fotografia: Thaise Melo 

Maquiagem da mamãe: Maysa Cristina Makeup

Bolo: Ana Cláudia Macena  

 

 

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Smash the Fruit

Em 07 de novembro de 2017

Oiieee! Que saudade que eu estava de escrever aqui!

Ia postar um post antes deste apresentando meu pequeno (não tão pequeno mais) a vocês, mas quem me acompanha nas redes sociais já deve ter visto muito aquele rostinho lindo por aí. Então trouxe uma sessão de fotos que fizemos no ultimo feriado, o nome deste ensaio é Smash the Fruit, em português Destrua a fruta, primeira só existia o Smash the Cake que é com bolo, mas como eu sou uma mãe meio chata e o Davi por enquanto não come doce, optei em fazer com frutas mesmo e quer saber, ficou muito lindo. Hoje meu bebê faz 11 meses, mas já fizemos comemorando 1 aninho, tempo por favor vai mais devagar.

E agora, se preparem para se apaixonar:

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É muito amor envolvido <3

Super beijos!!!

 

 

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